Cartas de gestão – 03/2026
Avaliando estratégias na presença de tendências seculares
Devido à sua natureza repleta de incertezas, a avaliação de investimentos é uma tarefa complexa. Nassim Taleb, em seu livro Fooled by Randomness[1], argumenta que o ser humano normalmente tenta explicar os fenômenos observados como se eles fossem mais determinísticos do que realmente são e, em particular, isto acontece com grande frequência no mundo dos investimentos. A campeã de poker, Annie Duke[2], defende que, em situações nas quais lidamos com incertezas, devemos avaliar nossas escolhas pelo processo e não pelo resultado. Em particular, sabemos que historicamente há ativos que apresentaram tendências “seculares” e que tal característica torna especialmente complexa a tarefa de avaliar se determinada estratégia de investimento aplicada àquele ativo de fato era uma boa estratégia ou não.
Vamos começar com um exercício hipotético para ilustrar este ponto. Digamos que estamos avaliando uma estratégia que, a cada dia, nos faz ficar comprados, vendidos ou zerados no ativo operado, e que temos um backtest extenso desta estratégia com muitos anos de dados (por exemplo, 20 anos de dados). Após analisar o backtest, verificamos que tal estratégia atingiu um índice de Sharpe de 1.17, estimado em 20 anos de dados. De acordo com Andrew Lo[3], neste caso o erro padrão do estimador do Sharpe Ratio será
,
levando a uma estatística z = 4.04, ou um p-valor unilateral (H₀: SR=0, H1: SR>0) de aproximadamente 2.7×10⁻⁵.
Em outras palavras, alguém que analise desta forma pode concluir que a estratégia testada é uma boa estratégia (por rejeitar a hipótese nula em favor da hipótese alternativa). Contudo, um investidor mais experiente sabe que, para avaliar um investimento corretamente, precisamos ter algum benchmark adequado.
Suponhamos, neste exemplo, que o ativo no qual a estratégia foi aplicada apresentou alta em 55% dos dias e queda em 45% dos dias e que, em todos os dias, a oscilação era de 1.5% (em log-retorno) para cima ou para baixo. Este ativo apresentou, portanto, ao longo dos 20 anos, um log-retorno anualizado médio de 37.8%, com volatilidade de 23.7% e índice de Sharpe de 1.6. A Tabela 1 resume a descrição deste ativo hipotético e a Tabela 2 resume algumas estatísticas dele. O investidor pode simplesmente comparar o Sharpe do ativo com o da estratégia e, como chegou a um valor de Sharpe Ratio inferior ao do ativo, descartar de imediato tal estratégia.

Tabela 1 – Descrição de ativo hipotético do exemplo

Tabela 2 – Estatísticas do ativo hipotético do exemplo
O fato de o ativo ter apresentado esta tendência secular torna a análise complexa. Conforme mostraremos a seguir, na verdade ambas as análises são insuficientes para entendermos se a estratégia de fato teve algum poder preditivo ou não. Mostraremos duas situações: na primeira, a estratégia de fato não faz sentido ser aplicada e, na segunda, a estratégia faz sentido.
Suponha primeiramente que os sinais desta estratégia foram gerados por uma roleta que tem 80% de chances de dar sinal de compra, 10% de chances de dar sinal zerado e 10% de chances de dar sinal de venda. A Figura 1 ilustra esta roleta, que foi usada para gerar o sinal — o qual obviamente não deveria ser levado a sério como um sinal válido. Apesar de este sinal hipotético não ter nenhum poder preditivo, ele em média chegará ao Sharpe Ratio de 1.17 que mencionamos anteriormente. A Tabela 3 ilustra a distribuição conjunta deste sinal com o ativo. Por exemplo, a probabilidade de o ativo subir e o sinal ser de compra é de 55%×80%=44%, enquanto a probabilidade de o ativo cair e o sinal ser de venda é de 45%×10%=4.5%. A Tabela 4 mostra qual o resultado em cada um dos cenários. Em 20 anos de backtest, neste ativo específico, as chances de ele chegar a um Sharpe Ratio acima de 1.6 são de aproximadamente 7.4%. Mesmo comparando com o benchmark, as chances de observarmos um Sharpe Ratio acima do ativo não são desprezíveis. A Tabela 5 resume as estatísticas desta estratégia hipotética da roleta.

Figura 1 – Ilustração de sinal hipotético gerado por uma roleta

Tabela 3 – Distribuição conjunta para modelo hipotético da roleta

Tabela 4 – Resultado de modelo hipotético da roleta por cenário

Tabela 5 – Estatísticas de modelo hipotético da roleta
Suponhamos agora outro modelo cujos sinais de fato têm algum poder preditivo. Como qualquer modelo estatístico, este possui incerteza associada. Suponhamos que, quando o ativo sobe, este modelo tenha 45% de chance de ter indicado compra, 40% de chance de ter indicado venda e 15% de chance de ter dado sinal zerado. Quando o ativo cai, este modelo tem 44% de chance de ter indicado compra, 4% de chance de ter dado sinal zerado e 52% de chance de ter indicado venda. Ou seja: ele foi construído para de fato conseguir prever, com alguma vantagem em relação a um chute completo, as altas e as quedas. A Tabela 6 mostra a distribuição conjunta deste novo modelo.

Tabela 6 – Distribuição conjunta considerando modelo com poder preditivo
Apesar de esta nova estratégia, por construção, ter poder preditivo, ela tipicamente chega a resultados piores que a estratégia aleatória da roleta neste histórico do ativo hipotético. A Tabela 7 mostra as estatísticas desta nova estratégia. Como podemos ver, a média do seu Sharpe Ratio foi de 1.07 — inferior tanto ao do ativo hipotético como ao da estratégia da roleta — e as chances de superar o Sharpe deste ativo enviesado seriam de apenas 2.9%.

Tabela 7 – Estatísticas da estratégia hipotética com poder preditivo
A diferença advém do fato de o histórico do ativo no qual o backtest foi realizado ter um forte viés que, aliado ao viés da estratégia da roleta (que tem 80% de chances de dar sinal de compra), leva a estatísticas infladas neste cenário específico. Ao mesmo tempo, neste cenário, o modelo com poder preditivo apresentou probabilidades semelhantes de dar sinal de compra (44.55%) e de venda (45.4%). Assim, na nossa visão, mesmo com estes resultados, há motivos fundamentais para que, ao tentar encontrar boas estratégias para adicionar ao seu portfólio, o investidor deva rejeitar a primeira estratégia (da roleta) e adotar a segunda.
Para deixar mais clara a argumentação, pense que os motivos que levaram o ativo a ter esta tendência de alta em 20 anos podem não ser mais válidos no futuro. Caso o ativo, nos 20 anos seguintes, passe a subir em metade dos dias e cair na outra metade, o valor esperado do Sharpe Ratio da roleta passa a ser zero, enquanto o valor esperado do Sharpe da segunda estratégia permanece positivo. Em um cenário em que o ativo entre num bear market prolongado, o argumento se fortalece ainda mais: a estratégia da roleta teria valor esperado negativo e a segunda estratégia ainda teria valor esperado positivo.
Infelizmente, ao analisarmos casos reais de estratégias, não conhecemos com certeza os processos que levaram determinado ativo a ter aquela realização histórica, tampouco se a estratégia apresentou um resultado específico por obra do acaso ou porque conseguiu capturar algo que fundamentalmente influenciou o rumo que os preços do ativo tomaram. Precisamos trabalhar com as observações que temos disponíveis.
Assim as métricas tradicionais (como Sharpe, retorno ou volatilidade) simplesmente são insuficientes e a análise deve contemplar outras estatísticas. Apresentaremos algumas propostas de estatísticas adicionais a seguir:
Edge marginal: esta estatística tenta medir se o modelo tem poder preditivo, comparando o retorno médio do ativo após o modelo dar sinal de compra com o retorno médio do ativo após o modelo dar sinal de venda.[4] Em termos matemáticos temos:
onde
é o edge marginal,
é o sinal emitido no instante
e
é o log-retorno do ativo no entre
e
.
Em termos intuitivos: o edge marginal mede se, nos dias em que o modelo dá sinal de compra (
), o ativo tende a ter um log-retorno mais alto um dia a frente do que nos dias em que o modelo dá sinal de venda (
)[5].
Caso o modelo não tenha poder preditivo (como no exemplo da roleta), esta diferença tem valor esperado zero[6]. É justamente esta propriedade que torna o edge marginal mais robusto do que o Sharpe Ratio para avaliar sinais em ativos com tendências seculares: enquanto o Sharpe pode ser inflado pelo simples fato de a estratégia estar, por construção, mais comprada num ativo que subiu muito, o edge marginal só será positivo se o sinal de fato tiver algum poder preditivo.
Especificamente nos exemplos apresentados, os valores esperados para o edge marginal da roleta e do sinal com poder preditivo são 0.00% e 0.21%. Ou seja: em média, esta estatística identificará que a roleta não possui poder preditivo algum.
Outra utilidade interessante desta estatística é calculá-la olhando para o retorno do ativo em horizontes à frente maiores, de forma que se verifica se o poder preditivo do sinal persiste ao longo do tempo, tornando sua implementação mais realista. Isto permite, por exemplo, entender se um sinal se deteriora rapidamente — sendo mais sensível à execução e aos custos — ou se é algo de mais longo prazo, que permite uma implementação mais parcimoniosa.
Embora esta estatística seja robusta à presença de tendências seculares no ativo, ela não é suficiente por si só para garantir retorno esperado positivo da estratégia — isto depende também de quanto os sinais de compra e de venda ficam desbalanceados. Por outro lado, em cenários nos quais se possa assumir uma frequência equilibrada entre sinais de compra e de venda, um valor positivo de edge marginal pode ser suficiente para garantir que o retorno esperado da estratégia seja positivo.
Viés do sinal: esta estatística mede a posição média do modelo, isto é, se ele tende, ao longo do tempo, a ficar mais comprado ou mais vendido no ativo. Um modelo com viés de compra elevado, aplicado a um ativo com tendência secular de alta, tenderá a apresentar boas estatísticas de retorno simplesmente por estar, na maior parte do tempo, comprado num ativo que sobe (independentemente de ter qualquer poder preditivo). Matematicamente temos que o viés é:
![Viés\ do\ sinal\ =E\left[ {s}_{t} \right]](https://cdn-sites-assets.mziq.com/wp-content/uploads/sites/1234/2026/04/2026_03_eq_011.png)
O exemplo da roleta apresenta um viés do sinal de aproximadamente 0.70[7], enquanto o exemplo do sinal com poder preditivo apresentou um viés do sinal de aproximadamente -0.01.
Timing edge: esta estatística é definida como a covariância entre o sinal e o retorno do ativo no momento seguinte.

Da definição de covariância, podemos verificar que o retorno esperado da estratégia é igual ao timing edge mais um termo que captura o viés direcional — isto é, o produto entre a posição média do modelo e o retorno médio do ativo. O timing edge é, portanto, a parcela do retorno esperado que de fato reflete poder preditivo do sinal, descontado o efeito do viés direcional do ativo. Matematicamente, se
é o retorno da estratégia com sinal
no dia t+1, temos:
![E\left[ {\pi}_{t+1} \right]=timing\ edge\ +E\left[ {s}_{t} \right]E\left[ {r}_{t+1} \right]](https://cdn-sites-assets.mziq.com/wp-content/uploads/sites/1234/2026/04/2026_03_eq_015.png)
Nos exemplos apresentados, os valores esperados para o timing edge da roleta e do sinal com poder preditivo são 0.00% e 0.10%, respectivamente. Assim, esta estatística também conseguiria identificar que a roleta não tem poder preditivo algum.
De forma análoga ao edge marginal, esta estatística também não garante retorno esperado positivo em cenários nos quais os sinais de compra e de venda fiquem desbalanceados, pois o termo de viés direcional pode ser negativo o suficiente para anular um timing edge positivo.
Information Coefficient (IC): esta estatística é definida como a correlação entre o sinal e o retorno do ativo no momento seguinte. Por ser uma versão normalizada do timing edge (dividido pelos desvios padrão do sinal e do retorno), o IC carrega essencialmente a mesma informação, mas em uma escala padronizada que facilita a comparação entre diferentes modelos e ativos.

Nos exemplos apresentados, os valores esperados para o IC da roleta e do sinal com poder preditivo são 0.0% e 7.2%, respectivamente. Assim como o edge marginal e o timing edge, esta estatística também não garante retorno esperado positivo em cenários nos quais os sinais de compra e de venda fiquem desbalanceados. Entre as três métricas apresentadas, o IC é talvez a mais referenciada na literatura acadêmica, aparecendo com destaque, por exemplo, no clássico Active Portfolio Management, de Grinold e Kahn[8].
Agora, para finalizar esta seção, demonstraremos um caso real. Os juros no Brasil (e no mundo) tiveram uma tendência secular de queda nas últimas décadas e, tirando breves períodos de altas de juros, a tendência predominante durante a maior parte do tempo foi de queda dos juros. Assim, decidimos utilizar como ativo um DI de 2 anos com prazo constante. Para construir esta série, utilizamos o histórico das taxas referenciais da B3 e simulamos o retorno de um investidor que, a cada dia, fica aplicado na taxa pré-fixada de 2 anos — com custo de oportunidade igual ao CDI — e faz a rolagem a mercado para permanecer investido neste prazo. O resultado é um número índice que representa o retorno total de ficar investido constantemente neste prazo contra o CDI. Para facilitar, daqui para frente chamaremos este ativo simplesmente de índice.
A Figura 2 mostra o histórico deste índice entre 01/01/2004 e 01/01/2021. Neste período, uma estratégia passiva que a cada dia esteja investida com o mesmo volume financeiro neste ativo teria obtido retorno de aproximadamente 2.55% a.a. sobre o capital investido (já descontando o custo de oportunidade), com volatilidade de 3.86% a.a. e Sharpe Ratio de 0.66. Este índice apresentou altas em 55.2% dos dias. A Tabela 8 mostra estas estatísticas tradicionais. O Sharpe Ratio no período foi significativo a ponto de chegarmos a um p-valor de aproximadamente 0.7% (que numa análise tradicional nos levaria a rejeitar a hipótese nula em favor da hipótese alternativa de que ele é positivo). Contudo, isto só aconteceu porque a análise foi feita num período longo no qual os juros apresentaram uma redução significativa. Não há evidência alguma de que este cenário se repetirá para sempre.
Seguindo este exemplo real, vamos agora formular uma estratégia obviamente absurda para verificarmos o efeito da tendência secular aliada a um viés de sinal. A estratégia é: ficar aplicado (vendido em taxa/comprado em PU) no fechamento de segundas, terças, quartas e quintas-feiras e ficar tomado (comprado em taxa/vendido em PU) no fechamento das sextas-feiras. Como estratégia “verdadeira”, consideraremos um trend following simples que verifica se o retorno do índice do DI2Y nos últimos 25 dias foi positivo ou negativo e posiciona-se na mesma direção.

Figura 2 – Índice com retorno equivalente ao DI de 2 Anos aplicado (prazo constante)

Tabela 8 – Estatísticas da estratégia aplicado no DI 2Y (prazo constante e financeiro constante)
Conforme podemos visualizar na Tabela 9, neste período de backtest, a estratégia dos dias da semana chegou a um Sharpe Ratio de 0.67, superior ao Sharpe Ratio do trend following simples (0.65) e até mesmo ao do próprio ativo (0.66). Poderia concluir-se equivocadamente que a estratégia dos dias da semana é superior. Mas como argumentamos, trata-se de uma estratégia obviamente absurda e que, a princípio, não deveria ser adotada por investidores.

Tabela 9 – Comparação das estatísticas tradicionais para as duas estratégias
Em seguida, analisamos o edge marginal de ambas as estratégias, verificando se podemos diferenciá-los estatisticamente de 0. A Tabela 10 resume esta análise. Para a estratégia dos dias da semana estimamos que o edge marginal é 3.22% e, para o trend following simples, é 4.18%. Contudo, apesar de ambos os valores serem positivos, do ponto de vista estatístico[9] os valores encontrados para a estratégia de dias da semana não são capazes de diferenciá-lo estatisticamente de 0%. Já o trend following possui um edge marginal que permite distingui-lo de 0.

Tabela 10 – Análise do edge marginal
Ambas as estratégias apresentaram no período do backtest vieses nos sinais: a estratégia dos dias da semana teve um viés estimado em 0.60 e o trend following teve um viés estimado em 0.22. Ambos são valores com significância estatística, indicando que ao menos no período da análise os modelos ficaram mais comprados que vendidos.
Finalmente, analisamos o timing edge e o IC, conforme dados apresentados na Tabela 11. Esta análise deixa clara que não há correlação alguma entre o sinal da estratégia dos dias da semana e o retorno do ativo. Já o poder preditivo do trend following simples é revelado, com um IC estimado em 3.32% (suficiente para rejeitar a hipótese nula com 95% de confiança). Contudo, apesar do IC e edge marginal positivos, o fato de esta estratégia ter apresentado um viés de sinal diferente de 0 pode levá-la a não ter retorno positivo em cenários específicos.

Tabela 11 – Análise do IC e Timing Edge
Concluímos esta seção argumentando que é muito difícil analisar uma estratégia de investimentos olhando para uma única estatística. Na nossa visão, a análise de estratégias deve englobar diferentes aspectos complementares, tomando-se cuidado não apenas para não cometer erros de programação nos backtests, mas para utilizar estatísticas apropriadas que eventualmente contemplem particularidades do teste, como eventuais vieses da base histórica do ativo. Estes vieses podem inflar determinadas estatísticas e levar a conclusões equivocadas. Estratégias que de fato são capazes de entregar alpha podem ser preteridas em favor de outras que não possuem poder preditivo e, caso o cenário do ativo mude, os resultados irão divergir significativamente dos que foram testados.
FUNDOS
MULTIMERCADO
O Kadima Master FIF MM RL é uma classe multimercado multiestratégia, com o portfólio de modelos mais completo da Kadima e nível de risco moderado (volatilidade aproximadamente 5% ao ano antes de taxas). A Subclasse Kadima I é a subclasse que representa o fundo mais antigo gerido pela Kadima[10]. Em 12 meses o fundo apresentou retorno acumulado de +10.07%, contra retorno do CDI de +14.79%. Desde o início (11/05/2007), a Subclasse Kadima I acumula resultado de +564.75%, contra retorno do CDI de +501.28% neste período.
O fundo iniciou bem o ano, com ganhos de +3.82% em janeiro e +1.23% em fevereiro. Em março, porém, o fundo apresentou perda de -1.18%, devolvendo parte dos resultados acumulados. Ainda assim, o trimestre encerrou com resultado de +3.87%, acima do CDI de +3.41% no período.
No campo positivo, os modelos aplicados a commodities foram o maior destaque do trimestre, contribuindo de forma expressiva para o resultado do fundo. Os modelos em moedas globais também tiveram contribuição relevante e positiva, assim como os modelos de tendência de curto prazo — incluindo aqueles que operam os futuros de DI — e os modelos de contratendência.
Por outro lado, o maior detrator de performance no trimestre foi o modelo de fatores aplicado às ações brasileiras, que opera comprado em uma carteira diversificada de ações e vendido no Ibovespa. Em março, a Petrobras — ação com peso relevante no índice — apresentou desempenho significativamente superior ao restante da bolsa, penalizando este long-short e concentrando neste mês a maior parte das perdas desta estratégia no trimestre. Os modelos em juros globais também apresentaram resultado negativo, igualmente com concentração das perdas em março.
Os modelos seguidores de tendência de longo prazo nos DIs encerraram fevereiro aplicados em juros, posição que vinha sendo construída ao longo dos meses anteriores. Com a forte abertura dos juros futuros no final de fevereiro e início de março, a estratégia acabou tendo perdas no mês. Em meados de março, o modelo passou a se posicionar tomado em juros, ainda que em magnitude inferior às posições anteriores.
Reafirmamos nosso compromisso em continuar aprimorando nossos modelos e desenvolvendo novas pesquisas, com o objetivo de entregar os melhores resultados possíveis aos nossos cotistas no longo prazo. Seguimos confiantes no processo e acreditamos que a disciplina na aplicação da metodologia científica aos investimentos é o caminho mais sólido para gerar alpha de forma consistente.
O Kadima High Vol FIC FIF Multimercado RL é um fundo de gestão predominantemente sistemática. Seu portfólio é composto majoritariamente por parte dos modelos presentes no fundo Kadima Master FIF MM RL, porém com uma maior alavancagem. Em 12 meses o fundo apresentou retorno acumulado de +9.05%, contra retorno do CDI de +14.79%. Desde o início (23/03/2012), o Kadima High Vol acumula resultado de +403.92%, contra retorno do CDI de +262.87% neste período.
O fundo iniciou bem o ano, com ganhos de +6.05% em janeiro e +1.41% em fevereiro. Em março, apresentou perda de -2.45%, devolvendo parte dos resultados acumulados. Ainda assim, o trimestre encerrou com resultado de +4.91%, acima do CDI de +3.41% no período. Os comentários referentes a este fundo são análogos, na proporção de sua alocação de risco, aos do Kadima Master FIF MM RL descritos acima.
O Kadima LT FIF Multimercado RL é um fundo de gestão predominantemente sistemática. Seu portfólio é composto por um subconjunto dos modelos também presentes no fundo Kadima Master FIF MM RL, porém com um maior foco em estratégias que buscam movimentos de longo prazo. Em 12 meses o fundo apresentou retorno acumulado de +6.60%, contra retorno do CDI de +14.79%. Desde o início (02/01/2019), o Kadima LT acumula resultado de +76.54%, contra retorno do CDI de +89.25% neste período.
O fundo iniciou bem o ano, com ganhos de +3.49% em janeiro e +2.57% em fevereiro. Em março, porém, apresentou perda de -3.02%, devolvendo parte dos resultados acumulados. A maior concentração de modelos de tendência de longo prazo neste fundo explica a magnitude mais elevada da perda em março em relação aos demais fundos da casa, uma vez que esta família de modelos foi a mais penalizada pela forte abertura dos juros futuros no período. O trimestre encerrou com resultado de +2.95%, ligeiramente abaixo do CDI de +3.41% no período.
Conforme deliberado e aprovado em assembleia de cotistas no dia 19/03/2026, o Kadima LT FIF Multimercado RL será incorporado pelo Kadima Master FIF MM RL — Subclasse Kadima II no fechamento do dia 24/04/2026. Agradecemos a confiança de todos os cotistas que nos acompanharam nesta estratégia.
O Kadima International Alpha FIF Multimercado RL é um fundo de gestão predominantemente sistemática que aplica indiretamente no nosso veículo de investimentos offshore, com o respectivo hedge cambial, sendo uma forma do investidor acessar exclusivamente os nossos modelos internacionais. O fundo é calibrado para uma volatilidade (em reais) entre 6% a.a. e 10% a.a. Em 12 meses o fundo acumula +23.70%, enquanto o CDI no período rendeu +14.79%. Desde o início (13/05/2024), o fundo acumula resultado de +31.71%, contra retorno do CDI de +26.19% neste período.
O trimestre foi bastante positivo para este fundo, com ganhos nos três meses: +6.31% em janeiro, +3.52% em fevereiro e +0.78% em março, encerrando o período com +10.91% — bem acima do CDI de +3.41%. Vale notar que, ao contrário dos demais fundos da casa, este não sofreu em março, uma vez que sua carteira não possui exposição às estratégias em ativos domésticos que foram penalizadas no período. Os bons resultados do trimestre foram impulsionados principalmente pelos modelos em commodities e em moedas globais.
Na nossa visão, este fundo reúne duas fontes de diversificação que se complementam para o investidor brasileiro. A primeira é a própria abordagem sistemática, que por construção tende a ser descorrelacionada dos ativos tradicionais. A segunda é a exposição exclusiva a ativos internacionais, que amplia significativamente o universo de mercados operados em relação aos demais fundos da casa. A combinação dessas duas características faz com que, em nossa avaliação, este seja um dos produtos da Kadima com maior potencial de diversificação para o investidor, sendo especialmente interessante como complemento a uma carteira com exposição predominantemente doméstica.
PREVIDÊNCIA
O Kadima FIFE Previdência FIF Multimercado RL é um fundo de previdência multimercado FIFE que se destina a acolher indiretamente recursos de planos PGBL e VGBL, tendo como cotistas fundos FIE tipo 1 e tipo 2 de quaisquer seguradoras. O fundo tem como objetivo superar o CDI no longo prazo e vale-se para tal de uma gestão ativa quantitativa, com um portfólio diversificado de modelos matemático-estatísticos semelhante ao do Kadima Master FIF MM RL, porém com algumas restrições e adaptações para respeitar o enquadramento exigido pela legislação vigente. Em 12 meses o fundo apresentou retorno acumulado de +10.69%, contra retorno do CDI de +14.79%. Desde o início (28/09/2018), acumula resultado de +105.90%, contra retorno do CDI de +92.20% neste período.
O fundo iniciou bem o ano, com ganho de +4.11% em janeiro. Fevereiro e março foram mais modestos, com o fundo apresentando +0.78% e -1.43%, respectivamente. O trimestre encerrou com resultado de +3.42%, praticamente em linha com o CDI de +3.41% no período. O fundo apresenta resultados compatíveis com os do Kadima Master FIF MM RL, observadas as diferenças na alocação de risco decorrentes das restrições regulatórias da previdência.
O cliente que desejar acessar planos VGBL ou PGBL desta estratégia pode fazê-lo através da Icatu Seguros[11] ou da Zurich Seguros[12]. Há também um espelho deste fundo em parceria com a XP Seguros[13], sendo possível ao cliente realizar aportes em planos VGBL ou PGBL[14] da estratégia por lá. Além destes, há outro fundo com estratégia parecida, mas com diferente alocação de riscos, cujos planos PGBL e VGBL estão disponíveis no Itaú[15] e no Bradesco[16].
O Kadima Long Short Previdência FIM é um fundo de previdência multimercado FIFE que se destina a acolher indiretamente recursos de planos PGBL e VGBL, tendo como cotistas fundos FIE tipo 1 e tipo 2 de quaisquer seguradoras. O fundo tem como objetivo superar o CDI+0,9% a.a. no longo prazo e vale-se para tal de uma gestão ativa quantitativa, com um portfólio diversificado de modelos matemático-estatísticos semelhante ao do Kadima Long Short Plus FIF Ações RL, porém com algumas restrições e adaptações a fim de se respeitar o enquadramento exigido pela legislação vigente. Como o nome sugere, o fundo tem como risco predominante modelos long-short no mercado de ações. Em 12 meses o fundo apresentou retorno acumulado de +12.20%, contra retorno do CDI+0,9% a.a. de +15.82%. Desde o início (15/05/2020), acumula resultado de +73.82%, contra retorno do CDI+0,9% a.a. de +85.60% neste período.
O fundo iniciou bem o ano, com ganho de +5.49% em janeiro. Fevereiro e março foram mais modestos, com o fundo apresentando +0.80% e -2.53%, respectivamente. O trimestre encerrou com resultado de +3.64%, em linha com o benchmark de +3.64% no período. O fundo apresenta resultados compatíveis com os do Kadima Long Short Plus FIF Ações RL, observadas as diferenças na alocação de risco. Por questões regulatórias relativas à previdência, este fundo acaba obrigatoriamente tendo uma exposição um pouco menor ao modelo de fatores que o Kadima Long Short Plus FIF Ações RL. Adicionalmente, o fundo também tem algumas restrições às operações em câmbio.
O cliente que desejar acessar planos VGBL ou PGBL desta estratégia pode fazê-lo através do BTG Pactual[17] ou da XP[18].
O Kadima Long Bias FIFE Previdência FIF Multimercado RL é um fundo de previdência multimercado FIFE que se destina a acolher indiretamente recursos de planos PGBL e VGBL, tendo como cotistas fundos FIE tipo 1 e tipo 2 de quaisquer seguradoras. O fundo tem como objetivo superar o IPCA+X+0,7% a.a. (onde X é o yield do IMA-B calculado diariamente) no longo prazo e vale-se para tal de uma gestão ativa quantitativa, com um portfólio diversificado de modelos matemático-estatísticos semelhante ao do Kadima Long Bias FIF Multimercado RL, porém com algumas restrições e adaptações a fim de se respeitar o enquadramento exigido pela legislação vigente. Como o nome sugere, o fundo tem como risco predominante o mercado de ações. Em 12 meses o fundo apresentou retorno acumulado de +20.22%, contra retorno do benchmark (IPCA+X+0,7%) de +12.90%. Desde o início (20/07/2021), acumula resultado de +39.83%, contra retorno do benchmark de +79.89% neste período.
O fundo teve um trimestre bastante positivo, com destaque para janeiro, quando apresentou ganho de +8.86%, beneficiado pelo forte desempenho da bolsa brasileira no período. Fevereiro foi mais modesto, com +1.78%, e março apresentou perda de -3.57%, refletindo o ambiente adverso para estratégias em ações naquele mês. O trimestre encerrou com resultado de +6.83%, bem acima do benchmark de +3.62% no período. O fundo apresenta resultados compatíveis com os do Kadima Long Bias FIF Multimercado RL, observadas as diferenças na alocação de risco decorrentes das restrições regulatórias da previdência.
O cliente que desejar acessar planos VGBL ou PGBL desta estratégia pode fazê-lo através da XP[19] ou da Brasilprev[20].
O Kad IMAB FIFE FIF Multimercado RL é um fundo de previdência multimercado FIFE que se destina a acolher indiretamente recursos de planos PGBL e VGBL, tendo como cotistas fundos FIE tipo 1 e tipo 2 de quaisquer seguradoras. O fundo tem como objetivo superar o IMA-B+0,32% a.a. no longo prazo e vale-se para tal de uma gestão ativa quantitativa, com modelos matemático-estatísticos semelhantes aos do Kad IMAB FIC FIF RF LP RL. Em 12 meses o fundo apresentou retorno de +9.09%, enquanto o benchmark (IMA-B+0,32%) apresentou +13.02%. Desde o início (13/12/2021), o fundo acumula resultado de +40.85%, contra +40.98% do benchmark neste período.
O fundo apresentou ganhos em janeiro (+1.92%) e fevereiro (+1.63%), sendo parcialmente revertidos pela perda de -1.64% em março, encerrando o trimestre com +1.89%, abaixo do benchmark de +3.06% no período. Os resultados do fundo são compatíveis com os do Kad IMAB FIC FIF RF LP RL, descrito mais adiante nesta carta, observadas as diferenças na alocação de risco.
O cliente que desejar acessar planos VGBL ou PGBL desta estratégia pode fazê-lo através da XP[21] ou do BTG Pactual[22].
AÇÕES
O Kadima Equities FIF em Ações é um fundo de ações cujo portfólio tem como característica principal ser um conjunto de estratégias quantitativas que atuam no mercado de ações, levando-se em consideração o objetivo de gerar uma exposição comprada. Em 12 meses o fundo apresentou retorno acumulado de +27.26%, contra retorno do Ibovespa de +43.91%. Desde o início (17/12/2010), acumula resultado de +209.17%, contra retorno do Ibovespa de +175.76% neste período.
O fundo teve um início de ano positivo, com ganho de +13.95% em janeiro, ligeiramente acima do Ibovespa de +12.56% no mês. Fevereiro foi mais modesto, com +1.01%, enquanto março apresentou perda de -5.55%, bem abaixo do índice de -0.70% no período. O trimestre encerrou com resultado de +8.71%, abaixo do Ibovespa de +16.35%. O stock-picking dentro do Kadima Equities é realizado através do modelo de fatores, que busca uma exposição sistemática ao mercado acionário brasileiro. Conforme descrito anteriormente na seção do Kadima Master, este modelo foi penalizado em março pelo desempenho da Petrobras, ação com peso relevante no Ibovespa e que apresentou retorno significativamente superior ao restante da bolsa no período.
O fundo é enquadrado na Resolução CMN 4994, o que permite o acesso de EFPCs ao mesmo. Também é enquadrado na Resolução CMN 4963, permitindo o acesso de RPPS. Adicionalmente, vale mencionar que este fundo cobra uma taxa global de 1.35% e possui resgate cotizando em D+5, proporcionando uma boa liquidez aos seus cotistas. Independentemente deste resultado de curto prazo, seguimos acreditando fortemente nas evidências de que esta abordagem é capaz de gerar bons retornos no longo prazo.
O Kadima Long Short Plus FIF Ações RL é um fundo de ações com benchmark CDI, que tem como característica principal ser um conjunto de estratégias quantitativas. Adicionalmente ao modelo long-short predominante neste fundo, ele também possui outros modelos aplicados em diversos mercados futuros. Em 12 meses o fundo apresentou retorno acumulado de +9.66%, contra retorno do CDI de +14.79%. Desde o início (12/04/2022), acumula resultado de +49.77%, contra retorno do CDI de +61.99% neste período.
O fundo iniciou bem o ano, com ganho de +4.14% em janeiro. Fevereiro foi mais modesto, com +0.58%, e março apresentou perda de -2.24%, refletindo o ambiente adverso para estratégias em ações naquele mês. O trimestre encerrou com resultado de +2.39%, abaixo do CDI de +3.41% no período. Os resultados deste fundo são análogos, na proporção de sua alocação de risco, aos do Kadima Master FIF MM RL descritos anteriormente.
Entendemos que este fundo possui um posicionamento único no mercado brasileiro, uma vez que, além do risco majoritário em ações advindo do modelo de fatores em sua versão long-short, ele também possui exposição a diversos outros algoritmos e classes de ativos. Adicionalmente, sua tributação de renda variável favorece os investidores quando comparada com a tributação de parte dos fundos long-short da indústria. Acreditamos no potencial deste fundo em gerar bons resultados no longo prazo.
Vale registrar que, em 13/01/2026, o Kadima Long Short Plus FIC FIF Ações RL foi incorporado ao seu fundo master, passando a se chamar Kadima Long Short Plus FIF em Ações RL e passando a cobrar as atuais taxas de administração e performance.
O Kadima Long Bias FIF Multimercado RL é um fundo multimercado que busca tributação de renda variável e possui benchmark IPCA+X[23]. Utilizando um conjunto de modelos quantitativos, este fundo busca exposições sistematicamente compradas na bolsa brasileira. O modelo de fatores numa versão long-bias é o principal responsável por gerar esta alocação de risco. Adicionalmente, o fundo também possui outros modelos aplicados em diversos mercados futuros. Em 12 meses o fundo apresentou retorno acumulado de +22.54%, contra um benchmark (IPCA+X) de +12.12%. Desde o início (26/08/2019), acumula resultado de +99.99%, contra um benchmark de +102.34%.
O fundo teve um trimestre bastante positivo, com destaque para janeiro, quando apresentou ganho de +11.33%, beneficiado pelo forte desempenho da bolsa brasileira no período. Fevereiro foi mais modesto, com +1.56%, e março apresentou perda de -4.95%, refletindo o ambiente adverso para estratégias em ações naquele mês. O trimestre encerrou com resultado de +7.47%, bem acima do benchmark de +3.45% no período.
Acreditamos que este seja um dos produtos mais interessantes àqueles investidores que desejam ter uma alocação sistemática às ações brasileiras, mas com um nível de risco significativamente inferior ao Ibovespa. A composição de modelos utilizada por este fundo é especialmente poderosa para mitigar as quedas do fundo em grandes crises.
RENDA FIXA
O Kad IMAB FIC FIF RF LP RL é um fundo de renda fixa com objetivo superar o IMA-B no longo prazo. Para tal, investe pelo menos 95% de seu patrimônio no Kad IMAB Master FIF RF LP RL e vale-se de uma gestão ativa quantitativa, com modelos matemático-estatísticos. Em 12 meses o fundo apresentou retorno de +8.70%, enquanto o benchmark (IMA-B) apresentou +12.66%. Desde o início (13/12/2021), o fundo acumula retorno de +38.00%, contra +39.06% do IMA-B neste período.
O fundo apresentou ganhos em janeiro (+1.89%) e fevereiro (+1.66%), sendo parcialmente revertidos pela perda de -1.65% em março, encerrando o trimestre com +1.87%, abaixo do IMA-B de +2.98% no período. Seus resultados são, na proporção de sua alocação de risco, análogos ao explicado na parte do Kadima Master FIF MM RL.
Lembramos que o fundo é enquadrado para diversos públicos com legislações específicas, inclusive EFPCs e seguradoras.
Em fevereiro de 2026, foi criado um novo feeder desta mesma estratégia, o Kadima IMAB Institucional FIC FIF RF LP RL (CNPJ: 64.479.602/0001-56), voltado a investidores profissionais. Este veículo segue a mesma estratégia do Kad IMAB Master FIF RF LP RL, mas com uma estrutura de taxas diferenciada: não há repasse de percentual ao distribuidor, a taxa de administração é mais baixa e a taxa de performance é mais elevada. O fundo foi criado para atender uma demanda de EFPCs que desejavam acessar a estratégia neste formato e está disponível para investidores institucionais interessados.
O Kadima RF Ativa FIF RF LP RL é um fundo de renda fixa com objetivo superar o CDI+0,26% a.a. no longo prazo, valendo-se de uma gestão ativa quantitativa com modelos matemático-estatísticos. Em 12 meses o fundo apresentou retorno de +12.12%, enquanto o benchmark (CDI+0,26%) apresentou +15.09%. Desde o início (29/06/2022), o fundo acumula retorno de +63.59%, acima do benchmark de +59.59% neste período.
O fundo apresentou resultado positivo nos três meses do trimestre: +1.53% em janeiro, +0.99% em fevereiro e +0.08% em março, encerrando o período com +2.62%, abaixo do benchmark de +3.48%.
Apesar de em março ter encerrado no campo positivo, o resultado ficou aquém do CDI em razão das perdas dos modelos seguidores de tendência de longo prazo nos DIs, conforme descrito na seção do Kadima Master FIF MM RL. Seus resultados são, na proporção de sua alocação de risco, análogos ao explicado naquela seção.
Lembramos que o fundo é enquadrado para diversos públicos com legislações específicas, inclusive EFPCs e seguradoras.
CRÉDITO
O Kadima Yield FIF RF CP LP RL é um fundo de renda fixa com objetivo superar o CDI no longo prazo, combinando uma carteira diversificada de crédito privado predominantemente composta de debêntures com perfil high-grade com modelos de juros para geração de alpha. Em 12 meses o fundo apresentou retorno de +12.09%, enquanto o CDI apresentou +14.79%. Desde o início (20/09/2024), o fundo acumula retorno de +20.66%, contra +21.66% do CDI neste período.
O fundo apresentou resultado positivo em janeiro (+1.60%) e fevereiro (+0.96%), e levemente negativo em março (-0.17%), encerrando o trimestre com +2.40%, abaixo do CDI de +3.41% no período. Assim como o Kadima RF Ativa, o resultado de março ficou aquém do CDI em razão das perdas dos modelos seguidores de tendência de longo prazo nos DIs, conforme descrito na seção do Kadima Master FIF MM RL.
O fundo possui resgate com cotização em D+60, característica inerente à estratégia de crédito privado que compõe parte relevante de sua carteira.
NOTAS DE RODAPÉ
[1] Taleb, Nassim Nicholas. Fooled by Randomness: The Hidden Role of Chance in Life and in the Markets. New York: Random House, 2001.
[2] Duke, Annie. Thinking in Bets: Making Smarter Decisions When You Don’t Have All the Facts. New York: Portfolio/Penguin, 2018.
[3] Lo, A. W. (2002). “The Statistics of Sharpe Ratios.” Financial Analysts Journal, 58(4), 36–52.
[4] O edge marginal sempre está associado a um horizonte de tempo à frente. Contudo, para simplificar a explicação, nos referiremos sempre ao horizonte de 1 dia, a não ser que deixemos claro tratar-se de outro horizonte.
[5] É possível definir o edge marginal de outra forma usando retornos normalizados, o que levaria a uma estatística mais padronizada, que permite fazer testes de hipótese com mais facilidade. Contudo, para simplificar, nesta carta decidimos usar esta outra definição.
[6] Isso acontece pois se o sinal e o retorno do ativo são independentes, teremos
e, portanto,
.
[7] 0.7 = 0.8 x 1 + 0.1 x 0 + 0.1 x (-1)
[8] Grinold, Richard C.; Kahn, Ronald N. Active Portfolio Management: A Quantitative Approach for Producing Superior Returns and Controlling Risk. 2. ed. New York: McGraw-Hill, 2000.
[9] Teste de hipótese com 95% de confiança, hipótese nula que o edge marginal é zero e hipótese alternativa que é maior que zero.
[10] O Kadima FIC FIF MM RL era o mais antigo fundo da Kadima e, em dezembro de 2025, tornou-se, por ato dos prestadores de serviços essenciais, uma subclasse do seu antigo fundo master. Tal movimento visa aprimorar a eficiência do fundo para os investidores, reduzindo alguns custos fixos e permitindo um melhor gerenciamento do caixa do fundo.
[11] O fundo Icatu Kadima FIE Previdência FIC FIF Multimercado CP RL compra pelo menos 95% de seu patrimônio em cotas do Kadima FIFE Previdência FIF Multimercado RL.
[12] O fundo Kadima Zurich FIE Previdência FIC FIF Multimercado CP RL compra pelo menos 95% de seu patrimônio em cotas do Kadima FIFE Previdência FIF Multimercado RL.
[13] O fundo Kadima XP Seguros Prev FIFE FIF Multimercado CP RL é um fundo espelho, seguindo a mesma estratégia.
[14] O fundo Kadima XP Seguros Prev FIE FIC Multimercado CP RL compra pelo menos 95% de seu patrimônio em cotas do Kadima XP Seguros Prev FIFE FIF Multimercado CP RL.
[15] Kadima IVP I FIF da Classe FIC Multimercado RL
[16] Bradesco Kadima II FIE II FIF CIC Multimercado RL
[17] O fundo Kadima Long Short Prev FIF em Cotas de FIM compra pelo menos 95% de seu patrimônio em cotas do Kadima Long Short Previdência FIF em Cotas de FIM.
[18] O fundo Kadima XP Seguros Prev Long Short FIC Multimercado RL compra pelo menos 95% de seu patrimônio em cotas do Kadima Long Short Previdência FIF em Cotas de FIM.
[19] O fundo Kadima Long Bias XP Seg Prev FIC Multimercado RL compra pelo menos 95% de seu patrimônio em cotas deste fundo.
[20] A estratégia está sendo distribuída na Brasilprev através de um veículo chamado Kadima Total Return, o qual também segue a estratégia long bias na previdência.
[21] O fundo Kad IMA B XP Seguros Prev FIC Multimercado RL compra pelo menos 95% de seu patrimônio em cotas deste fundo.
[22] O fundo Kadima IMA-B Prev FICFIM RL Access compra pelo menos 95% de seu patrimônio em cotas deste fundo.
[23] X é a média ponderada do yield dos títulos que compõem o IMA-B, calculado diariamente.
*O histórico completo de rentabilidades mensais de todos os fundos geridos pela Kadima pode ser encontrado em nosso site.
Kadima Master FIF MM RL – Subclasse Kadima I: Início do Fundo: 11 / 05 / 2007. PL Médio em 12 meses: R$ 10,398,390.00. Taxa global: 1.25%a.a. (máx. de 1.25%a.a.). Taxa de Performance: 20% do que exceder o CDI. Público-alvo: Investidores em Geral. Cota de Aplicação: D+0. cota de Resgate: D+0. Liquidação de Resgates: D+1. Até o dia 6-dez-2013 a taxa de performance era de 25%. Até o dia 28/02/2024 a taxa de administração era de 2% a.a. No dia 19/12/2025 o fundo Kadima FIC FIF Mult RL foi convertido em uma subclasse do Kadima Master FIF MM RL, se tornando Kadima Master FIF MM RL – Subclasse Kadima I (CNPJ: 09.412.694/0001-49, Código CVM: 7DDYN1765576700)
Kadima Master FIF MM RL – Subclasse Kadima II: Início do Fundo: 30 / 04 / 2008. PL Médio em 12 meses: R$ 52,450,550.00. Taxa global: 2%a.a. (máx. de 2%a.a.). Taxa de Performance: 20% do que exceder o CDI. Público-alvo: Investidores em Geral. Cota de Aplicação: D+0. cota de Resgate: D+10. Liquidação de Resgates: D+1 da Cotização. Até o dia 6-dez-2013 a taxa de performance era de 25%. No dia 19/12/2025 o fundo Kadima II FIC FIF Mult RL foi convertido em uma subclasse do Kadima Master FIF MM RL, se tornando Kadima Master FIF MM RL – Subclasse Kadima II (CNPJ: 09.412.694/0001-49, Código CVM: P4CS71765577067)
Kadima High Vol FIC FIF Multimercado – RL: Início do Fundo: 23 / 03 / 2012. PL Médio em 12 meses: R$ 85,187,770.00. Taxa global: 2%a.a. (máx. de 2%a.a.). Taxa de Performance: 20% do que exceder o CDI. Público-alvo: Investidores qualificados. Cota de Aplicação: D+0. cota de Resgate: D+10. Liquidação de Resgates: D+1 da Cotização. Até o dia 6-mar-2013 a taxa de adm era de 0.75% e não havia taxa de performance.
Kadima Long Short Plus FIF em Ações – RL: Início do Fundo: 06 / 11 / 2018. PL Médio em 12 meses: R$ 90,152,370.00. Taxa global: 2%a.a. (máx. de 2%a.a.). Taxa de Performance: 20% do que exceder o CDI. Público-alvo: Investidores qualificados. Cota de Aplicação: D+0. cota de Resgate: D+10. Liquidação de Resgates: D+1 da Cotização. Em 13/01/2026, o Kadima Long Short Plus FIC FIF Ações – RL foi incorporado ao seu fundo master, Kadima Long Short Plus Master FIF Ações – RL. Este passou a chamar-se Kadima Long Short Plus FIF em Ações – RL e passou a cobrar as atuais taxas de administração e performance. Antes disso o fundo não cobrava taxas.
Kadima FIFE Previdência FIF Mult RL: Início do Fundo: 28 / 09 / 2018. PL Médio em 12 meses R$ 105,803,300.00. Taxa global: 1,20%a.a. (máx. de 1,20%a.a.). Taxa de Performance: não há. Público-alvo: Aplicações de recursos através de Planos PGBL e VGBL.
Kadima Long Short Previdência FIF Mult RL: Início do Fundo: 15 / 05 / 2020. PL Médio em 12 meses: R$ 22,700,470.00. Taxa global: 1,00%a.a. (máx. de 1,00%a.a.). Taxa de Performance: 20% do que exceder o CDI+0,9%. Público-alvo: Aplicações de recursos através de Planos PGBL e VGBL.
Kadima LT FIF Multimercado – RL: Início do Fundo: 02 / 01 / 2019. PL Médio em 12 meses: R$ 13,634,670.00. Taxa global: 2%a.a. (máx. de 2%a.a.). Taxa de Performance: 20% do que exceder o CDI. Público-alvo: Investidor em Geral. Cota de Aplicação: D+0. Cota de Resgate: D+10. Liquidação de Resgates: D+1 da Cotização.
Kadima Long Bias FIF Multimercado – RL: Início do Fundo: 26 / 08 / 2019. PL Médio em 12 meses: R$ 15,232,650.00. Taxa global: 1.75%a.a. (máx. de 1.75%a.a.). Taxa de Performance: 20% sobre o que exceder o IPCA+X vide regulamento. Público-alvo: Investidor em Geral. Cota de Aplicação: D+0. Cota de Resgate: D+10. Liquidação de Resgates: D+1 da Cotização. Fundo com menos de 12 meses de histórico.
Kadima Equities FIF em Ações: Início do Fundo: 17 / 12 / 2010. PL Médio em 12 meses: R$ 18,810,970.00. Taxa global: 1.35%a.a. (máx. de 1.35%a.a.). Taxa de Performance: 20% do que exceder o IBOVESPA. Público-alvo: Investidor em Geral. cota de Aplicação: D+0. Cota de Resgate: D+1. Liquidação de Resgates: D+2 da cotização. Em 23/06/2025 o fundo Kadima Equities Master FIA foi incorporado ao Kadima Equities FIC FIA e este passou a se chamar Kadima Equities FIF em Ações.
Kadima Long Bias FIFE Previdência FIF Mult RL: Início do Fundo: 20/07/2021. PL Médio em 12 meses: R$ 10,494,960.00. Taxa global: 1,05% (máx. de 1,05% a.a.). Taxa de performance: 20% do que exceder o IPCA+X+0,7%. Público-alvo: Aplicações de recursos através de planos PGBL e VGBL.
Kad IMAB FIC FIF RF LP – RL: Início do Fundo: 13/12/2021. PL Médio em 12 meses: R$ 38,003,900.00. Taxa global: 0,75% (máx. de 0,80%). Taxa de performance: 20% do que exceder o IMA-B. Público-alvo: Investidores em Geral.
Kad IMAB FIFE FIF Mult RL: Início do Fundo: 13/12/2021. PL Médio em 12 meses: R$ 80,496,790.00. Taxa global: 0,48% (máx. de 0,48%). Taxa de performance: 20% do que exceder o IMA-B + 0,32%. Público-alvo: Aplicações de recursos através de planos PGBL e VGBL.
Kadima RF Ativa FIF RF LP RL: Início do Fundo: 29/06/2022. PL Médio em 12 meses: R$ 287,304,800.00. Taxa global: 0,44% a.a. (máx. 0.44% aa). Taxa de performance: 14% do que exceder o CDI+0,26%. Público-alvo: Investidores em Geral. Em 13/12/2024, o Kadima RF Ativa FIC FIRF LP foi incorporado ao seu fundo master, Kadima RF Ativa Master FIRF LP. Este passou a chamar-se Kadima RF Ativa FIRF LP, passou a cobrar as atuais taxas de administração e performance e o benchmark passou a ser CDI+0,26%. Antes disso o fundo não cobrava taxas.
Kadima International Alpha FIF Mult RL: Início do Fundo: 13/05/2024 PL Médio em 12 meses: R$ 7,115,738.00. Taxa global: 2% a.a. (máx. de 2% aa). Taxa de performance: 20% do que exceder o CDI. Público-alvo: Investidores Qualificados.
Kadima Yield FIF RF CP LP – RL: Início do Fundo: 20/09/2024. PL Médio em 12 meses: R$ 7,966,940.00. Taxa global: 0,45% a.a. (máx. de 0,45% a.a.). Taxa de performance: 20% do que exceder o CDI. Público-alvo: Investidores Qualificados.
Esta carta é uma publicação cujo propósito é divulgar informações e dar transparência à gestão executada pela Kadima Asset Management. As informações contidas neste material são de caráter exclusivamente informativo, não devem ser consideradas uma oferta para aquisição de cotas de fundos de investimento e não constitui prospecto previsto na instrução CVM 555 ou no Código de Auto-Regulação da ANBIMA. Este Material Técnico contém resultados baseados em simulações históricas e os resultados reais poderiam ser significativamente diferentes. O investimento em Fundo não é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito”. Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos e de eventual taxa de saída. Para avaliação de um fundo de investimento, é recomendável a análise de, no mínimo, 12 (doze) meses. Leia o formulário de informações complementares, a lâmina de informações essenciais, se houver, e o regulamento antes de investir. Os termos “Master” e “Feeder” são comumente utilizados no meio financeiro para designar veículos de investimento que fazem parte de uma estrutura na qual vários fundos de cotas possam compartilhar de uma mesma estratégia. Os fundos de cotas são chamados “Feeders”, pois aplicam recursos financeiros no fundo receptor, este chamado fundo “Master”, no qual a estratégia é implementada. Administrador/ Distribuidor: BNY Mellon Serviços Financeiros DTVM S.A., CNPJ: 02.201.501/0001-61, situada à Av. Presidente Wilson, 231, 11º andar, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20030-905. Telefone: (21) 3219-2998 Fax (21) 3974-4501 www.bnymellon.com.br/sf – SAC: [email protected] ou (21) 3974-4600, (11) 3050-8010, 0800 725 3219 – Ouvidoria: [email protected] ou 0800 7253219. | BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM, CNPJ/MF: 59.281.253/0001-23, com sede na Cidade e Estado do Rio de Janeiro, localizada à Praia de Botafogo, n.º 501, 5º andar (parte), Torre Corcovado, Botafogo, CEP 22250-040, Brasil. Telefone: +55 21 3262 9600. SAC: 0800 772 2827. Ouvidoria: 0800 722 0048. btgpactual.com

